Encontrar um imóvel para alugar é só metade do caminho — a outra metade é passar pela análise de cadastro e assinar o contrato com segurança. Quando você sabe exatamente quais documentos serão pedidos e como funcionam as garantias locatícias, o processo fica mais rápido, com menos idas e vindas e menos chance de perder o imóvel para outra pessoa.

Antes de tudo, entenda o que costuma ser avaliado: capacidade de pagamento, histórico e consistência das informações. Em geral, o valor do aluguel (às vezes somado ao condomínio e IPTU) precisa caber dentro de uma margem considerada “segura” para o locatário. Por isso, ter renda comprovada e documentos organizados é um grande diferencial.
Para pessoa física, os documentos mais comuns incluem: documento de identificação (RG/CPF ou CNH), comprovante de estado civil (quando aplicável), comprovante de residência, e comprovantes de renda. Se você é CLT, normalmente pedem holerites recentes e/ou carteira de trabalho; se é autônomo, pró-labore, extratos e declaração de imposto de renda podem ajudar; se é empresário, contrato social e movimentação bancária podem ser solicitados.
Uma dica importante é padronizar seus comprovantes: envie arquivos legíveis, em PDF quando possível, e com nomeação simples (ex.: “RG_Joao”, “Comprovante_Renda”, “IRPF_2024”). Muita reprovação ou atraso acontece por documento cortado, foto escura ou divergência de dados. Se houve troca recente de emprego ou variação de renda, explique isso de forma objetiva para evitar interpretações negativas.
Sobre garantias, as mais comuns são: caução, fiador, seguro fiança e título de capitalização (quando aceito). A caução geralmente envolve um depósito antecipado que fica retido conforme o contrato; o fiador é alguém que assume a responsabilidade em caso de inadimplência; o seguro fiança é contratado com seguradora; e o título de capitalização funciona como uma reserva vinculada ao contrato. Cada uma tem custo, exigências e velocidade diferentes.
Para quem quer agilidade, o seguro fiança costuma ser rápido, mas tem custo mensal/anual e regras próprias. Caução tende a ser mais simples quando o locador aceita, mas exige capital disponível. Fiador pode ser excelente quando há alguém com perfil aprovado e documentação pronta, porém costuma ser o caminho mais demorado se o fiador não estiver organizado. O ideal é ter “plano A e plano B” de garantia antes de escolher o imóvel.
No contrato, preste atenção a pontos que impactam o dia a dia: índice e periodicidade de reajuste, multa e regras de rescisão, responsabilidades de manutenção, autorização para pets, regras do condomínio e prazos de vistoria. Se algo não estiver claro, peça que a cláusula seja explicada por escrito. A pressa para fechar não deve virar custo depois.
Por fim, para aumentar suas chances de aprovação: tenha documentação pronta, garanta que os dados batem (nome completo, CPF, endereço), reúna comprovantes de renda consistentes e escolha a garantia mais viável para o seu momento. Com organização, você reduz o tempo de análise e entra no imóvel com tranquilidade — e com tudo registrado corretamente desde o início.